02 de janeiro de 2026

O início de 2026 traz um cenário de acomodação econômica, com inflação sob controle, juros ainda elevados e um mercado imobiliário que segue se mostrando resiliente, especialmente em regiões com escassez de oferta e demanda consistente, como Itapema.

Indicadores de custo e inflação

O CUB de janeiro/26 foi registrado em R$ 3.012,64, com variação mensal de apenas 0,13%, sinalizando estabilidade nos custos da construção. Esse comportamento indica que, no curto prazo, não há pressão relevante de custos que justifique repasses abruptos de preço por parte das construtoras.

O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,46%, dentro de um patamar considerado controlado para o início do ano. O cenário inflacionário mais benigno ajuda a trazer maior previsibilidade para a economia como um todo.

Juros e crédito

A taxa Selic permanece em 15%, mantendo o crédito caro e seletivo. Apesar da melhora do quadro inflacionário, o Banco Central segue com postura cautelosa, o que indica que eventuais ajustes ao longo de 2026 tendem a ser graduais.

  • Investidores mais capitalizados seguem ativos;
  • Compradores dependentes de financiamento permanecem mais cautelosos;
  • Decisões de compra estão mais racionais e menos emocionais.

Mercado imobiliário e valorização

O Índice FipeZap aponta que Itapema acumulou valorização de 10,12% nos últimos 12 meses, superando com folga o índice de inflação do período, que ficou em 6,92%.

Mesmo em um ambiente de juros elevados, a valorização continua acontecendo, o que indica que:

  • Não se trata apenas de movimento especulativo;
  • Há sustentação por demanda consistente;
  • Localização, escassez de produto e perfil do comprador seguem determinantes.

Leitura prática para janeiro

  1. Custos controlados
    A estabilidade nos custos da construção e a inflação mais comportada reduzem a pressão por reajustes imediatos.
  2. Juros ainda travam volume, não valor
    O mercado não parou, mas está mais seletivo. Bons produtos continuam vendendo; imóveis mal posicionados sentem mais o impacto.
  3. Imóvel como proteção patrimonial
    A diferença entre a valorização imobiliária e a inflação reforça o papel do imóvel como ativo de preservação e crescimento de patrimônio.

Conclusão

Janeiro começa com um mercado menos acelerado, porém mais maduro. É um momento que favorece decisões bem analisadas, negociações estruturadas e posicionamento estratégico. Para quem pensa no médio e longo prazo, o cenário segue construtivo, especialmente em regiões onde a oferta não acompanha a demanda.

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