O início de 2026 traz um cenário de acomodação econômica, com inflação sob controle, juros ainda elevados e um mercado imobiliário que segue se mostrando resiliente, especialmente em regiões com escassez de oferta e demanda consistente, como Itapema.
Indicadores de custo e inflação
O CUB de janeiro/26 foi registrado em R$ 3.012,64, com variação mensal de apenas 0,13%, sinalizando estabilidade nos custos da construção. Esse comportamento indica que, no curto prazo, não há pressão relevante de custos que justifique repasses abruptos de preço por parte das construtoras.
O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,46%, dentro de um patamar considerado controlado para o início do ano. O cenário inflacionário mais benigno ajuda a trazer maior previsibilidade para a economia como um todo.
Juros e crédito
A taxa Selic permanece em 15%, mantendo o crédito caro e seletivo. Apesar da melhora do quadro inflacionário, o Banco Central segue com postura cautelosa, o que indica que eventuais ajustes ao longo de 2026 tendem a ser graduais.
- Investidores mais capitalizados seguem ativos;
- Compradores dependentes de financiamento permanecem mais cautelosos;
- Decisões de compra estão mais racionais e menos emocionais.
Mercado imobiliário e valorização
O Índice FipeZap aponta que Itapema acumulou valorização de 10,12% nos últimos 12 meses, superando com folga o índice de inflação do período, que ficou em 6,92%.
Mesmo em um ambiente de juros elevados, a valorização continua acontecendo, o que indica que:
- Não se trata apenas de movimento especulativo;
- Há sustentação por demanda consistente;
- Localização, escassez de produto e perfil do comprador seguem determinantes.
Leitura prática para janeiro
- Custos controlados
A estabilidade nos custos da construção e a inflação mais comportada reduzem a pressão por reajustes imediatos. - Juros ainda travam volume, não valor
O mercado não parou, mas está mais seletivo. Bons produtos continuam vendendo; imóveis mal posicionados sentem mais o impacto. - Imóvel como proteção patrimonial
A diferença entre a valorização imobiliária e a inflação reforça o papel do imóvel como ativo de preservação e crescimento de patrimônio.
Conclusão
Janeiro começa com um mercado menos acelerado, porém mais maduro. É um momento que favorece decisões bem analisadas, negociações estruturadas e posicionamento estratégico. Para quem pensa no médio e longo prazo, o cenário segue construtivo, especialmente em regiões onde a oferta não acompanha a demanda.