Panorama do Mercado Imobiliário — Maio/2026

04 de maio de 2026

O mercado imobiliário brasileiro inicia o mês de maio inserido em um contexto global de cautela, mas com sinais de resiliência interna.

Enquanto o cenário internacional enfrenta pressões inflacionárias decorrentes de tensões no Oriente Médio, o cenário doméstico apresenta um mercado de trabalho aquecido, o que sustenta a demanda por ativos reais.

Custo da construção mantém trajetória de alta

O CUB/SC (Custo Unitário Básico) registrou em maio de 2026 o valor de R$ 3.064,10/m².

  • O indicador apresentou uma variação mensal de 0,87%.
  • No acumulado dos últimos 12 meses, a alta chega a 4,81%.

Este movimento reflete a continuidade da pressão nos custos de insumos e cadeia produtiva, o que impacta o preço final dos imóveis novos e reforça o valor patrimonial de ativos já prontos.

Copom reduz Selic em meio a cenário externo desafiador

Na última reunião, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., fixando-a em 14,50% ao ano.

  • Embora a taxa permaneça em patamar restritivo, o Banco Central sinalizou que a política monetária tem sido eficaz em conter a atividade econômica.
  • O mercado internacional mantém a cautela, com o Fed (EUA) mantendo os juros entre 3,50% e 3,75% devido à inflação pressionada pelos preços globais de energia.
  • O preço do petróleo (tipo Brent) aproximou-se de US$ 120 por barril, o maior patamar desde meados de 2022.

Inflação e Mercado de Trabalho

A prévia da inflação de abril (IPCA-15) registrou alta de 0,89%, impulsionada por combustíveis e bens industriais.

  • O mercado de trabalho segue robusto: a taxa de desemprego permaneceu em 5,6%, mantendo-se em mínimas históricas.
  • Os rendimentos reais do trabalho cresceram pelo oitavo mês consecutivo.
  • A combinação de desemprego baixo e aumento de renda deve continuar sustentando a demanda e o crédito no curto prazo.

Leitura estratégica do cenário

O momento atual pode ser resumido em três pontos principais:

  • Custo de Reposição Elevado: O aumento do CUB sustenta os preços de venda, protegendo o valor do imóvel contra a inflação.
  • Demanda Resiliente: O pleno emprego e o aumento dos salários reais garantem que o investimento em moradia continue ativo.
  • Ajuste Monetário: A continuidade do ciclo de cortes da Selic, embora lenta, sinaliza uma trajetória de melhora nas condições de financiamento futuro.

Perspectiva por perfil:

  • Para o Comprador: O mercado de trabalho sólido traz segurança para o planejamento de longo prazo.
  • Para o Investidor: O cenário de inflação global e petróleo alto reforça o imóvel como porto seguro para proteção de capital.
  • Para o Proprietário: A valorização dos custos de construção eleva o valor de mercado do patrimônio já construído.

Panorama do mercado imobiliário – Abril/2026

01 de abril de 2026

O mercado imobiliário segue inserido em um cenário econômico que exige atenção e leitura estratégica. Os principais indicadores mostram um ambiente ainda pressionado pela inflação, com juros elevados e custos de construção em trajetória de alta — fatores que impactam diretamente decisões de investimento e comportamento de compra.

Custo da construção segue em alta

O CUB/SC (Custo Unitário Básico da Construção) registrou em abril de 2026 o valor de R$ 3.037,72/m², com uma variação mensal de 0,31%.

Apesar de uma alta moderada no mês, o indicador mantém uma tendência de elevação ao longo do tempo, refletindo o aumento dos custos de insumos, mão de obra e cadeia produtiva. Na prática, isso continua pressionando o preço final dos imóveis novos, especialmente em mercados com forte demanda como o litoral catarinense.

Juros elevados mantêm seletividade no crédito

A taxa Selic está atualmente em 14,75% ao ano.

Esse nível de juros impacta diretamente o mercado imobiliário, principalmente no crédito. O custo do financiamento segue alto, o que reduz o poder de compra de parte dos compradores e torna o mercado mais seletivo.

Por outro lado, esse cenário também reforça a presença de investidores com maior capacidade financeira, que passam a ter maior poder de negociação e visão estratégica de longo prazo.

Inflação ainda pressiona o cenário econômico

O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,31%, mantendo-se acima da meta estabelecida.

De acordo com análises econômicas recentes, o cenário inflacionário segue pressionado, especialmente por fatores como alimentos e energia, com riscos adicionais vindos do ambiente internacional. :contentReference[oaicite:0]{index=0} :contentReference[oaicite:1]{index=1}

Esse contexto mantém a necessidade de cautela por parte da política monetária e contribui para a manutenção dos juros em níveis elevados, afetando diretamente o ritmo da economia e, consequentemente, o mercado imobiliário. :contentReference[oaicite:2]{index=2} :contentReference[oaicite:3]{index=3}

Valorização segue consistente em Itapema

Segundo o índice FipeZap, com base nos dados de março de 2026, a cidade de Itapema apresentou uma valorização anual de 8,73% nos imóveis.

Esse número reforça a consistência do mercado local, que segue com demanda aquecida, impulsionada principalmente por compradores de fora da região e investidores que buscam proteção patrimonial e valorização no longo prazo.

Leitura estratégica do cenário

O momento atual do mercado imobiliário pode ser resumido por três pontos principais:

     

  • Custo de construção elevado, sustentando os preços dos imóveis novos
  •  

  • Juros altos, que reduzem a velocidade das vendas, mas aumentam a qualidade das negociações
  •  

  • Valorização consistente em mercados estratégicos, como Itapema

Esse cenário não representa retração, mas sim um ambiente mais seletivo e estratégico.

Para o comprador, é um momento que exige mais análise, planejamento e visão de longo prazo.

Para o investidor, abre oportunidades interessantes, principalmente em negociações bem estruturadas.

E para quem já está posicionado em ativos imobiliários, reforça a importância da manutenção do patrimônio em um mercado que segue valorizando.

Panorama do Mercado Imobiliário — Março/2026

02 de março de 2026

O mês de março inicia com sinais importantes no custo da construção, inflação e valorização imobiliária. Quando analisados em conjunto, os dados reforçam a sustentação dos preços e confirmam a resiliência de mercados estratégicos como Itapema.

Abaixo, organizamos os principais indicadores e seus impactos no setor.

Construção Civil em Santa Catarina

O CUB/SC (Custo Unitário Básico da Construção) registrou em março de 2026 o valor de R$ 3.028,45, com variação mensal de 0,30%.

Apesar de ser uma alta moderada, o movimento confirma que o custo da construção continua avançando. Ainda que em ritmo controlado, não há sinal de retração estrutural no custo de obra.

Isso significa que o piso de formação de preço dos lançamentos permanece elevado. Em outras palavras: o custo não está cedendo — e isso sustenta o valor dos ativos no médio prazo.

Inflação e Ambiente Econômico

O IPCA de janeiro de 2026 ficou em 0,33%, acumulando 4,44% nos últimos 12 meses.

A inflação segue em patamar administrável, sem aceleração relevante. Esse cenário contribui para um ambiente de maior previsibilidade econômica, fator essencial para decisões de compra e investimento de médio e alto valor.

Quando combinamos inflação controlada com expectativa de estabilização ou queda gradual de juros ao longo do ano, o efeito costuma ser positivo para o mercado imobiliário — especialmente no segmento de médio e alto padrão.

Valorização Imobiliária — FipeZap

De acordo com o índice FipeZap (fevereiro/2026, acumulado 12 meses):

  • Itapema: +9,83%
  • Índice geral FipeZap: +6,12%

Itapema apresenta valorização superior à média nacional, com um diferencial expressivo.

Esse comportamento indica três fatores importantes:

  1. Demanda consistente, mesmo em cenário macro mais cauteloso
  2. Capacidade de repasse de preço acima da média
  3. Manutenção do prêmio regional

O mercado local não apenas acompanha a média nacional — ele supera.

O que os dados indicam

Quando analisamos os indicadores em conjunto, observamos:

  • Custo de construção segue em alta (ainda que moderada)
  • Inflação sob controle relativo
  • Valorização imobiliária acima da média nacional em Itapema

Esse conjunto forma um cenário de sustentação de preços.

Não há indicativo de pressão baixista relevante no curto prazo. Ao contrário, os dados reforçam a manutenção do valor dos ativos bem posicionados.

Conclusão Estratégica

O mercado imobiliário de Itapema continua demonstrando força estrutural.

Em um ambiente onde o custo não recua e a valorização local supera o índice nacional, o investidor atento observa que:

  • A escassez segue sendo um fator relevante
  • O produto certo continua encontrando demanda
  • A decisão não está mais relacionada apenas a “esperar o melhor momento”, mas sim a identificar o ativo correto dentro do ciclo

Março inicia com um cenário de estabilidade macro e firmeza local.

Seguimos acompanhando os indicadores para avaliar os próximos movimentos do mercado.