Panorama do Mercado Imobiliário — Fevereiro/2026

02 de fevereiro de 2026

Introdução

O mercado imobiliário inicia 2026 em um ambiente de cautela técnica, marcado por juros ainda elevados, inflação controlada dentro de um patamar aceitável e um mercado mais seletivo. Fevereiro reforça um cenário onde decidir bem é mais importante do que decidir rápido, e onde ativos bem localizados e corretamente precificados continuam apresentando liquidez.

Itapema, mais uma vez, se destaca pela resiliência estrutural, sustentada por demanda qualificada, escassez de terrenos e forte presença de compradores de fora da cidade e do estado.

Custos da Construção — CUB/SC

CUB/SC (fevereiro/2026): R$ 3.019,26

  • Variação mensal: +0,22%
  • Variação em 12 meses: +4,07%

O dado indica uma estabilização dos custos da construção, com alta controlada e abaixo de ciclos anteriores mais pressionados. Esse comportamento reduz a margem para grandes quedas nos preços de lançamentos e reforça a tendência de manutenção ou ajuste fino nos valores, especialmente em produtos bem posicionados.

Na prática, o CUB atual sustenta o preço de reposição dos imóveis e limita movimentos agressivos de desconto em empreendimentos novos.

Juros e Crédito — Taxa Selic

Taxa Selic: 15% ao ano

A Selic em 15% mantém o crédito imobiliário restrito e mais seletivo. O ambiente segue desafiador para financiamentos longos, o que impacta principalmente compradores altamente dependentes de crédito.

Por outro lado, esse cenário:

  • fortalece negociações à vista ou com estrutura própria
  • aumenta o poder de barganha em imóveis prontos
  • favorece investidores com caixa disponível

O mercado continua operando em um ritmo mais técnico, com menos especulação e maior racionalidade nas decisões.

Valorização Imobiliária — Índice FipeZap (Itapema)

FipeZap (divulgado em 06/01/2026):

  • Valor médio do m² (Itapema): R$ 14.843
  • Variação em 12 meses: +9,97%

Mesmo em um ambiente de juros elevados, a cidade mantém uma valorização consistente, muito acima da inflação oficial. Esse desempenho reforça o caráter de ativo real defensivo, especialmente para investidores que buscam proteção patrimonial e preservação de valor no médio e longo prazo.

A valorização reflete fatores estruturais:

  • escassez de terrenos
  • forte demanda externa
  • perfil de compra voltado à segunda residência e investimento

Inflação — IPCA e IGP-M

  • IPCA (12 meses): +4,18%
  • IGP-M (12 meses): -1,05%

Os índices reforçam um cenário de pressão moderada. O IPCA segue próximo do teto da meta, sem aceleração relevante, enquanto o IGP-M negativo reduz pressão sobre contratos indexados e custos indiretos. Para o mercado imobiliário, esse conjunto cria um ambiente mais previsível, favorecendo planejamento e decisões estruturadas.

Impactos no Mercado Imobiliário

O retrato de fevereiro é claro:

  • imóveis bem localizados seguem líquidos
  • produtos mal precificados ficam mais tempo no mercado
  • compradores estão mais criteriosos
  • negociação voltou a ser parte central do processo

Imóveis prontos, com entrega imediata ou com potencial de renda, continuam sendo os mais procurados, especialmente por investidores que buscam proteção e previsibilidade.

Oportunidades Estratégicas

O momento favorece quem:

  • tem caixa ou estrutura própria
  • consegue negociar abaixo do pico
  • pensa no ciclo completo, e não apenas no curto prazo

Para investidores e compradores estratégicos, fevereiro de 2026 ainda oferece janelas interessantes de posicionamento, especialmente antes de um eventual ciclo de flexibilização do crédito.

 

Conclusão

O mercado imobiliário segue sólido, porém técnico. Não é um momento de decisões impulsivas, mas sim de leitura correta, critério e posicionamento inteligente.

Itapema continua se consolidando como um dos mercados mais resilientes do Sul do Brasil, combinando valorização consistente, liquidez seletiva e fundamentos sólidos.

Mais do que prever movimentos, o cenário atual exige decidir com estratégia.

Observação: Os dados numéricos foram fornecidos pelo cliente (CUB/SC, Selic, FipeZap Itapema, IPCA e IGP-M).

PANORAMA DO MERCADO — JANEIRO/2026

02 de janeiro de 2026

O início de 2026 traz um cenário de acomodação econômica, com inflação sob controle, juros ainda elevados e um mercado imobiliário que segue se mostrando resiliente, especialmente em regiões com escassez de oferta e demanda consistente, como Itapema.

Indicadores de custo e inflação

O CUB de janeiro/26 foi registrado em R$ 3.012,64, com variação mensal de apenas 0,13%, sinalizando estabilidade nos custos da construção. Esse comportamento indica que, no curto prazo, não há pressão relevante de custos que justifique repasses abruptos de preço por parte das construtoras.

O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,46%, dentro de um patamar considerado controlado para o início do ano. O cenário inflacionário mais benigno ajuda a trazer maior previsibilidade para a economia como um todo.

Juros e crédito

A taxa Selic permanece em 15%, mantendo o crédito caro e seletivo. Apesar da melhora do quadro inflacionário, o Banco Central segue com postura cautelosa, o que indica que eventuais ajustes ao longo de 2026 tendem a ser graduais.

  • Investidores mais capitalizados seguem ativos;
  • Compradores dependentes de financiamento permanecem mais cautelosos;
  • Decisões de compra estão mais racionais e menos emocionais.

Mercado imobiliário e valorização

O Índice FipeZap aponta que Itapema acumulou valorização de 10,12% nos últimos 12 meses, superando com folga o índice de inflação do período, que ficou em 6,92%.

Mesmo em um ambiente de juros elevados, a valorização continua acontecendo, o que indica que:

  • Não se trata apenas de movimento especulativo;
  • Há sustentação por demanda consistente;
  • Localização, escassez de produto e perfil do comprador seguem determinantes.

Leitura prática para janeiro

  1. Custos controlados
    A estabilidade nos custos da construção e a inflação mais comportada reduzem a pressão por reajustes imediatos.
  2. Juros ainda travam volume, não valor
    O mercado não parou, mas está mais seletivo. Bons produtos continuam vendendo; imóveis mal posicionados sentem mais o impacto.
  3. Imóvel como proteção patrimonial
    A diferença entre a valorização imobiliária e a inflação reforça o papel do imóvel como ativo de preservação e crescimento de patrimônio.

Conclusão

Janeiro começa com um mercado menos acelerado, porém mais maduro. É um momento que favorece decisões bem analisadas, negociações estruturadas e posicionamento estratégico. Para quem pensa no médio e longo prazo, o cenário segue construtivo, especialmente em regiões onde a oferta não acompanha a demanda.

PANORAMA DO MERCADO — DEZEMBRO/2025

01 de dezembro de 2025

(CUB, inflação, juros e leitura estratégica para o mercado imobiliário do litoral catarinense)

1. CUB – Custo Unitário Básico (Dez/25)

  • R$ 3.008,84/m²

  • Variação mensal: +0,19%

O CUB mantém seu comportamento de estabilidade técnica, com leve alta mensal. Essa trajetória mais suave reduz riscos de estouro de orçamento em obras, favorecendo planejamento financeiro e previsibilidade para construtoras e incorporadores.

Leitura estratégica:
A estabilidade do CUB cria um ambiente mais seguro para lançamentosprecificação de novas fasesorçamentação de obras e negociações com investidores.

2. Selic – Tendência e Efeito no Mercado

  • Selic atual: 15% ao ano

O juro segue elevado, pressionando crédito bancário. No entanto, o mercado imobiliário do litoral catarinense opera em um cenário diferente do Brasil como um todo:

  • a maior parte das compras é com recursos próprios ou parcelamento direto;

  • investidores buscam imóveis como ativos de blindagem patrimonial;

  • o perfil de comprador é menos sensível ao custo do financiamento.

Projeção:
O patamar atual mantém o crédito caro, mas não altera a dinâmica de demanda do alto padrão. A expectativa segue sendo de queda gradual da Selic ao longo de 2026.


3. IPCA – Inflação Oficial

  • IPCA acumulado: 4,68%

A inflação estabilizada ajuda a ancorar expectativa de custos e confirma o cenário de desaceleração. O ambiente inflacionário mais leve abre espaço para cortes futuros de juros e melhora o planejamento de projetos imobiliários.

Leitura estratégica:
Com inflação controlada, o custo real do imóvel tende a se manter estável — fortalecendo o imóvel como proteção contra perda de poder de compra.


4. Valorização Imobiliária — Itapema/SC (FipeZap)

  • Valorização de 12 meses: +9,40%

Itapema segue se consolidando como um dos mercados imobiliários mais fortes do Brasil. O índice FipeZap reforça:

  • demanda aquecida e contínua;

  • produtos de alto padrão com forte aceitação;

  • estoque cada vez mais qualificado;

  • consolidação do município como um dos metros quadrados mais valorizados do país.

Leitura estratégica:
Em um cenário de inflação de 4,68%, Itapema teve uma valorização mais que o dobro da inflação oficial. Isso mostra que o imóvel na cidade se comporta como um ativo de preservação e multiplicação de valor, justificando o fluxo constante de investidores de SC, PR, RS, Mato Grosso e exterior.

Para construtoras:
Há espaço seguro para reposicionamento de preço e evolução gradual do ticket médio.

Para investidores:
A valorização sólida reforça que o timing de entrada permanece favorável, principalmente em empreendimentos em obrapré-lançamento e alto padrão.


5. Conclusão

Dezembro/2025 inicia com um cenário que combina:

  • CUB estável,

  • inflação controlada,

  • juros altos porém em rota de queda,

  • e valorização forte no litoral catarinense, especialmente Itapema (+9,40%).

O mercado imobiliário da região continua sendo um dos mais sólidos do país, impulsionado por demanda qualificada, liquidez elevada e um ciclo consistente de valorização acima da média nacional.